A ORIGEM DO PEN DRIVE

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 “Nunca mais irei a um lugar onde não tenha uma cópia de minha apresentação em meu bolso.”

Foi esse o mote que inspirou o engenheiro elétrico israelense Dov Moran, 60, a criar um dos itens mais populares do mundo da tecnologia: a memória USB Flash Drive, mais conhecida como pendrive.

De acordo com o israelense, a ideia da criação do pendrive veio de um problema que teve durante uma apresentação em uma conferência nos Estados Unidos. O computador que continha a apresentação falhou e ele não tinha outra cópia para transferir para outro computador.

“Como minha empresa era listada na Bolsa de Valores, não podia falar besteira. Se eu dissesse algo errado, poderia ser processado. Estava desesperado”

No fim, o computador voltou a funcionar e a conferência foi apresentada.

“Naquele momento, vi que tínhamos de investir em uma tecnologia que fizesse uma memória flash portátil agir como um disco rígido”

A patente da memória USB Flash Drive foi registrada em 1998. Porém o primeiro produto só surgiu em 2000.

“Na época riram da ideia. Alguns falavam que tudo estaria nos e-mails e que não precisavam do pendrive. Outros ainda diziam que o 1,44 Mbyte de um disquete era o suficiente para guardar arquivos”, recorda.

O fato é que o produto foi um sucesso e Dov Moran vendeu sua companhia para a SanDisk, empresa norte-americana de soluções em armazenamento, em 2006. O valor da operação foi US$ 1,6 bilhão.

Êxitos e fracassos

Depois de vender a empresa para o grupo norte-americano, Dov Moran passou a dedicar-se a outros projetos. Um dos mais famosos foi o celular Modu, em 2008. A ideia do empresário foi de criar um aparelho portátil “modular”, que o usuário poderia personalizar conforme sua necessidade.  Poderia ser um porta-retrato ou um tocador de música.

Na época, ele até chegou a vir ao Brasil para mostrar sua invenção. No entanto, o produto não vingou. “Hoje, não vejo necessariamente como uma falha, mas criamos um conceito novo”, afirmou.

Na imagem acima, o Modu, criado por Dov Moran, podia ser acoplado e se transformar em um porta-retrato

 

Basicamente, a iniciativa foi um precursor do Project Ara, do Google, que consiste em ter um smartphone montável –a título de curiosidade, Moran vendeu patentes para a gigante das buscas para tornar seu projeto viável.

Atualmente, Moran faz parte da diretoria da Comigo (uma empresa que pretende fazer com que a experiência de ver TV seja personalizada) e trabalha como investidor de empresas em estágio inicial em Israel. Lá, ele tem priorizado companhias no ramo de internet das coisas, dispositivos médicos e estrutura de internet.

(transcrição da entrevista dada a Guilherme Tagiaroli, do UOL, em São Paulo)

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